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COP 29 - A conta do clima só aumenta

  • Luiz Villares
  • 23 de mar. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 27 de jan.



Stanford Social Innovation Review Brasil


Às vésperas da COP29, que será realizada a partir de 11 de novembro, em Baku, capital do Azerbaijão, se aquecem os debates sobre um dos principais temas da edição: o financiamento climático.


Por Luiz Villares


Entre 11 e 22 de novembro de 2024 será realizada a COP29 em Baku, capital do Azerbaijão, em meio a um cenário de intensificação dos eventos climáticos extremos e recordes de temperatura. Há que pensar no que significa ter a segunda conferência das partes consecutiva em um país petroleiro, considerando que a transição de combustíveis fósseis para energias renováveis enfrenta a resistência da indústria petrolífera — responsável indireta por 40% das emissões globais de gases do efeito estufa (GEE).

Esta COP abordará principalmente o financiamento climático, com os países desenvolvidos trazendo para as negociações uma divisão dos seus custos com os países em desenvolvimento, que têm menores emissões, e são mais vulneráveis aos desastres climáticos. Esses eventos naturais cada vez mais frequentes e intensos afetam principalmente as populações de baixa renda.


Neste contexto, reforça-se a agenda de justiça climática, especialmente no campo da adaptação, frente cuja implementação se tornou a mais urgente. Nesse âmbito, embora tenham ocorrido acordos iniciais no ano passado em Dubai, na COP28, os desembolsos financeiros reais sempre estiveram abaixo do necessário. O cenário para o financiamento climático se mostra pessimista, mas existem soluções possíveis para a sua efetivação se os governos e setores como o petroleiro, financeiro e filantrópico adotarem uma abordagem estratégica e colaborativa para enfrentar os aumentos de temperatura e crescentes desastres climáticos.

 
 
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